quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Salvar o planeta ainda é uma tarefa possível?


Com o avanço acelerado da globalização liberal, a degradação contínua dos recursos naturais, representada pelo esquema de consumo e produção não viável, intensificou-se - principalmente nos países indutrializados - o que é extremamente preocupante na medida que agrava a pobreza e os desequílibrios. Aciona-se a sirene de alarme: o aquecimento climático, a escassez de água, a devastação de florestas e a extinção de espécies vivas. Sobre essas mudanças climáticas e a biodiversidade, torna-se necessário um plano decisivo para generalizar o desenvolvimento sustentável.
O que significaria o desenvolvimento ser sustentável? Este se baseia numa ideia de sustentabilidade, desde que gerações futuras herdem um meio ambiente, cuja qualidade seja ao menos igual à daquele que receberam as gerações precedentes. Esse desenvolvimento pressupõe a aplicação de três princípios: da precaução, que incentiva a abordagem preventiva ao invés de restauradora; da solidariedade entre as gerações atuais e futuras e o da participação de todos os atores sociais nos mecanismos de decisão.
Durante a última década, de acordo com pesquisa feita pela Greenpeace, a emissão de gás carbônico, principal causa do aquecimento climático, aumentou 9%. Nos Estdos Unidos, o maior poluidor do planeta, o aumento foi de 18% durante o mesmo período.Contudo, as florestas continuam sendo devastadas, ou seja, desaparecem árvores que absorvem os excedentes de CO2, logo, agrava-se o efeito estufa e eleva-se as temperaturas climáticas, o que paira uma ameaça de extinção maciça das espécies.
Para salvar o planeta, é primordial que todos os países, essencialmente os "poderosos", do mundo, aprovem e cumprem pelo menos cinco decisões cruciais: um programa internacional em favor das energias renováveis; compromisso em defesa do acesso à água e de seu tratamento, com objetivo de reduzir o número de pessoas privadas desse recurso vital, que é um bem comum da humanidade; elaboração de medidas para proteger as florestas, tal como previsto na Convenção sobre a Biodiversidade, aprovada no Rio de Janeiro em 1992 (ECO-92); implantação de resoluções para a criação de uma instância jurídica que institua a responsabilidade ambiental das empresas e reafirme o princípio da precaução como premissa para qualquer atividade comercial e, finalmente, iniciativas para que as normas da Organização Munidial do Comércio (OMC) sejam subordinadas aos princípios das Nações Unidas sobre a proteção dos ecossistemas e às normas da Organização Internacional de Trabalho.
Ao destruírem o mundo natural, os homens tornam a Terra um lugar menos habitável. Portanto, devemos tentar inverter as tendências que possam levar, de forma inevitável, a uma catástrofe ecológica total. Trata-se de um desafio importante, pois o próprio gênero humano está ameaçado.






VAMOS TENTAR ALGO ANTES QUE SEJA TARDE PARA SALVARMOS O PLANETA!

sábado, 24 de outubro de 2009

No Brasil, o vestibular é justo?


Alguns países democratizaram o ensino médio há cerca de 100 anos e, aos poucos fizeram o mesmo com o ensino superior. Os Estados Unidos, o Canadá e a Coréia do Sul levam em média 80% de sua população à universidade, logo, conclui-se, que nesses Estados, o vestibular não é excludente, pois tem o papel de localizar o estudante na universidade que melhor desenvolveria suas habilidades.
A sociedade ameicana trilhou, nessa área, um caminho que vale a pena estudar: não só construiu as melhores instituições de ensino superior do mundo, mas também as que abrigam um número espantoso de alunos, que lá aprendem e produzem conhecimento de ponta. Não é exatamente preciso que esse modelo seja exportado e copiado, em todas as nações "deficientes" e, sim, constatar os efeitos positivos desse sistema para a sociedade global.
No entanto, é bom considerar a pluralidade - nem todo estudante americano frequenta as chamadas Ivy Leagues, onde só estuda a elite intelectual, egressa de qualquer estrato social, identificada através de um exame nacional seriado, que acontece ao longo do ensino médio. Mas não é por isso que um conjunto grande de alunos não terá um lugar no ensino superior. Há uma multiplicidade de tipos de universidade que formam de médicos a tratoristas, passando por pedreiros, encanadores, esteticistas, motoristas de táxi, nos frequentados Community Colleges, onde, aliás, estão 50% dos universitários americanos. É claro que há outros valores noutras nações e culturas e, nesse ponto, entram as adaptações e a criatividade de cada povo. Mas qual é a função do vestibular nesse sistema? Introduzir o aluno numa universidade, para que seus talentos sejam desenvolvidos e aproveitados socialmente, porque o Estado disponibiliza vagas para a maioria e o exame segue as regras desse jogo.
Exemplo não presente no Brasil, um dos países mais excludentes do mundo, onde a injustiça se sobrepõe ao frágil sistema educacional, cujos modelos disponibilzam um número ínfimo de vagas e baseiam-se em grade curricular, carga horária e didática, de modo a formar dois grupos de profissionais - o mais capaz e o menos - mais tarde um número significativo de desempregados.
Nosso vestibular é frequentemente acusado de injusto e excludente, o que é fato. Consideramo-lo a ponta do "iceberg" de nossa lógica política. Diante disso, é necessário, sobretudo, encarar as disparidades e as contradições e implementar iniciativas promovedoras de mudanças gerenciais, no sistema educacional, em geral, como: democratizar a qualidade do ensino fundamental; quebrar a lógica da reprovação; incluir a pluralidade com suas necessidades especiais; capacitar os professores e valorizá-los, para que se sintam parte de um projeto social; repensar o ensino médio, a fim de prepará-lo para adversidade que o alcançará; flexibilizar o acesso à graduação e  priorizar o essencial e descartar o desnecessário. Façamos da nossa desmedida injustiça, um impulso para buscar novos caminhos, orientados por outra bússola: a da maioria.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Que tal uma pausa para aprender?


Tem época na vida da gente que parece que os encontros ''amorosos'' são mais uma provocação do que uma oportunidade de se sentir satisfeito e feliz... Assim, vamos contabilizando decepções e desacreditando na possibilidade de viver uma experiência positiva e motivadora.

Quando isso acontece, creio que o melhor seja parar. Uma pausa para aprender. Perceber o que está acontecendo...quais são nossos verdadeiros desejos e quais têm sido nossas atitudes para torná-los concretos.
Muitas vezes, fazendo uma análise mais justa e desapegada, sem assumir nenhum papel, nem o de vítima das armadilhas da vida, nem da sacanagem dos outros e nem o de culpado, como se tudo o que fizéssemos estivesse definitivamente errado, terminamos descobrindo que há alguma incoerência nisso tudo.
Só que para isso precisamos de tempo... e principalmente de coragem para admitir limitações, assumir pensamentos negativos e confiar mais na sabedoria da vida e seu ritmo. O que acontece, no entanto, é que a maioria de nós não quer esperar, não quer refletir. Tem apenas um único pensamento que alimentamos o tempo todo: quero namorar, quero ter alguém!!!

Será que estar com alguém é o mesmo que estar feliz? Pode ser que sim, mas pode ser que não... e se por qualquer motivo você não tem ficado com quem deseja, talvez seja o momento ideal para um intervalo, tão útil entre uma decepção e outra...
Tempo de se observar, de observar as pessoas e ouvir o que elas dizem. Tempo de aprender, crescer, ter uma nova conduta, desenvolver uma nova postura. Aguardar até que a vida lhe mostre qual é o melhor caminho a seguir... mas para ver, você precisa estar atento... sem tanta ansiedade, sem tanto desespero para tentar fazer com que as coisas aconteçam do jeito e na hora que você quer...
E se nenhuma resposta vier, talvez signifique que você precisa ver e ouvir com o coração. Respeitar o silêncio. Aceitar a ausência de quem você tanto deseja encontrar... Talvez não haja uma resposta e nem haja uma explicação.
Às vezes, simplesmente não existem respostas nem explicação. Apenas a vida. Apenas as pessoas. Apenas o mundo. Apenas a dor e o amor. Apenas...
E se insistirmos em não aceitar, em brigar, em nos rebelar, em nos revoltar... conseguiremos tão somente mais dor... e menos amor. Aceite que você não tem o controle, que você não pode decidir sozinho, que o universo tem seu próprio ritmo. Faça o que está ao seu alcance; faça a sua parte... e bem feito; da melhor maneira que puder...
E o que não puder, entregue e espere... porque embora diga sabiamente a música "quem sabe faz a hora, não espera acontecer", tem ocasiões nesta vida em que quem sabe espera acontecer e respeita a hora de não fazer... até que um dia, o amor de repente acontece... porque seu coração estava exatamente onde deveria estar para ser encontrado!

domingo, 18 de outubro de 2009

Depois de uma grande decepção, a verdade parece deixar de existir. A memória traz à mente os momentos mais felizes, que agora são vistos com olhos traídos.


Sou humana, mas gostaria de ser como máquina, que tivesse como desligar a função do sentimento e da decepção.

A decepção dói,  porque destrói toda uma estrutura que construímos em torno de um sentimento. Como todo sentimento forte, ela também se reflete em nosso espírito. É preciso autocontrole para refletir e certa frieza para planejar e criar um novo projeto para substituir o que foi destruído pela decepção.

Geralmente, ela é mais forte quando nos atinge naquilo que mais confiamos. Mas o que tenho a dizer sobre o resultado? Não posso escolher como me sinto, mas posso escolher o que fazer a respeito. Confiar nos propósitos de DEUS é essencial, manter a boa conduta também. Não posso devolver uma agressão com outra pior.

A decepção vai passar, mas a lembrança fica.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

EU ADORO VOAR!!!



"Já escondi um AMOR com medo de
perdê-lo, já perdi um AMOR por escondê-lo.

Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos.
Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso.
Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.
Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem.
Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram.
Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir.
Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi.
Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto.
Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.
Já tive crises de riso quando não podia.
Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva.
Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.
Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar.
Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.
Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros.
Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz.
Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava.
Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade… Já tive medo do escuro, hoje no escuro “me acho, me agacho, fico ali”.
Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais.
Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria.
Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava.
Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda.
Já chamei pessoas próximas de “amigo” e descobri que não eram… Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim.
Não me deem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!
Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!
Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma para SEMPRE!
Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.
Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer:
- E daí? EU ADORO VOAR!"

(Clarice Lispector)